“Adeus ano velho… feliz ano novo… que tudo se realize… no ano que vai nascer… muito dinheiro no bolso… pois a gasolina já passou dos R$2,10!” É com essa trágica notícia que começo esta coluna, a primeira do ano, a primeira coluna da 2ª temporada dos Jornaleiros! Parece até que foi ontem, lembro da coluna sobre o Wanderley Andrade, Matrix, Maria Rita… só ‘colunassa’! Mas é claro, somos os Jornaleiros! Se os outros copiam eu não sei, mas o que importa é que estamos na 2ª temporada! Pode aplaudir…
Antes de mais nada, gostaria de lembrar meu nome: Leo Lacerda, o mochileiro de plantão, que com uma mochila nas costas e uma idéia na cabeça, sai por aí presenciando fatos do dia-a-dia e, depois de toda a aventura, senta em frente a um computador, em um ‘cyber-café’ qualquer, e manda as histórias, ou causos, como preferirem.
Dessa vez o nosso ‘causo’ é divertido: é festa! Ano novo, vida nova, novas perspectivas, 2ª temporada dos Jornaleiros! (prometo que vou tentar parar de falar isso) Bem, onde me meti agora? Em nenhum canto especial, apenas em casa de conhecidos. Tudo normal: churrasquinho no terraço, piscina ao lado, sambinha de fundo. Tudo rolava tranqüilo, comida boa, um tal de pato no tucupi! Delícia! Nada como provar da culinária regional. Só pra lembrar: estou em período de exílio, aqui em Manaus.
Corria tudo nos conformes, até que chegaram com um ‘DvdOkê’ lá pela churrascada. Eu fiquei de longe, só observando como o pessoal ia se comportar. “Vou choraaaaar… desculpe mas eu vou chorarrrr… não ligue se eu não te ligarrrrr…” Começa o jogo! It’s showtime! Começa a cantoria! Show de calouros ao vivo e a cores, não posso perder essa. Nota 95. Pô, o carinha cantou ruim que só, e ainda tirou 95. Dizem que pra tirar nota boa é só gritar… tenho lá minhas dúvidas, mas que dizem, dizem!
“De noooite… eu rondo a cidaaaade… a te procurarrr… mas você não estááá….” Nóóóssa! Sessão nostalgia! “Ronda” cara, do tempo que minha avó usava ‘ceroula’. Nota 70. Mas ela cantou tão bem! Acho que não gritou o suficiente.
O engraçado é que depois de umas 5 latinhas de cerveja, os carinhas se sentem um Ed Mota, Tim Maia, e outros grandes cantores. Chegam até a pedir camarim, querer dar autógrafo na camisa da gente…
- ‘Sai fora’! Isso é uma faca, e não uma caneta! Tá me cortando, pô!
Ah, mas quem nunca cantou em DvdOkê ou KaraOkê? É legal, até eu dei uma palhinha, mediante cachê, é claro!
Papo vai, papo vem, música vai, música vem, enjoaram do DvdOkê e passaram para a sessão luau. Aí é minha praia! Peguei o violão e começamos: “Sexo verbal… não faz meu estilo… palavras são erros… e os erros são seus…” Pô, não dá pra imaginar um luau sem ‘Legião Urbana’ no repertório, não é? “Conversar… combinar… um futuro que ainda não exiiiste…” Um luau sem uma balada da ‘The Book is on the Table Band’ também não é um luau completo!
Um detalhe interessante era que ninguém tava vendo a lua, mas, quem se importa? Arrocha um Capital Inicial, Geraldo Azevedo, Kid Abelha, Paulinho Moska, Simoninha, Skank, Jota Quest. Eita luau show de bola! Não é na areia da praia, é no terraço. Não tem lua, muito menos sol. Mas o que vale é a intenção.
Meu dia acabou assim, cantando e tocando para a lua, que sequer apareceu. Será que sou tão desafinado assim pra lua fugir de mim? Eu já estava me achando um ‘Seresteiro de Acapulco’. A galera até que saiu de lá agradecendo, mas deram um nome estranho: ‘Inimigos do Ritmo”… vai entender…!
Quem sabe, quando eu voltar do meu exílio, eu não promova um luau na beira do mar, lua cheia, como manda o figurino? É uma boa! Se meus amigos Jornaleiros ajudarem, eu topo! Mas isso fica pra quando eu voltar! Um abraço pra vocês, e qualquer semelhança com seres da vida real é mera coincidência, ou não.
Moral da História: Quem sabe, sabe; quem não sabe, apela pro DvdOkê; sem esquecer de gritar, pra tirar uma nota boa.

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