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“O universo paralelo do top-less”

Janeiro 4, 2008 · Deixe um comentário

O bom de estar em João Pessoa, além das praias tranqüilas, povo hospitaleiro, mulheres bonitas, lindas, totalmente excelentes… me esqueci o que eu tava falando… ah, o bom de estar em João Pessoa é que você está perto de muito canto bacana, tipo Recife, Olinda, Campina Grande, Natal e Pipa!

Peguei minha mochila e fui pra estrada: pedir carona! Éramos eu, o Side, e as duas loucas (Ina e Ina) que não paravam de tirar fotos. Pra variar um pouco, ninguém parava pra dar carona, quando de repente, não mais que de repente, eis que pára o último ônibus que eu esperaria parar: o “cambão” do Mastruz com Leite! Na verdade, eles pararam pra pedir informação, mas quando ouviram eu falando “arriégua”, me reconheceram logo como cearense. Aí já viu né, nós, cearenses, embuídos em nosso plano de dominar o mundo, nos ajudamos em qualquer circunstância. Entramos no ônibus, que estava lotado por sinal, e fomos rumo à Pipa!

- Ônibus lotado, hein?

- É mesmo! E olha que aqui é só o ônibus dos vocalistas, ainda tem o dos músicos, o dos dançarinos e o dos produtores.

- Só isso?!

- É, a gente demitiu metade da banda semana passada.

(Eu estava sendo sarcástico na última pergunta).

Até que enfim chegamos em Pipa! Não pela beleza do lugar, é que eu não agüentava mais aquela mulher cantando “Oh meu vaqueiro meu peão… conquistou meu coração.. uô uô…”.

Que vista! A gente tava em cima de um paredão, vendo aquele marzão azul! O mar cheio de pedras. Gostei de lá, apesar de ter um monte de praia cearense igualzinha! E foi olhando aquele marzão que filosofei: “Triste daquele que nunca viu o mar… mais triste ainda quem nunca viu aquela mulher fazendo “top-less” que desapareceu atrás de um paredão de pedras!!!” O que era aquilo?! Será que era uma espécie de universo paralelo onde todas as mulheres fazem “top-less”?! Eu tinha que descobrir.

As duas “Inas” ficaram lá na praia que a gente tava enquanto eu e o Side fomos atrás desse universo paralelo do “top-less”. Elas já estavam de olho em outro recorde: maior número de fotos pegando “jacaré” na mesma onda, uma coisa assim. Vai entender!

Eu e o Side escalamos pedras, descemos outras, fomos um pouco pelo mar e não chegávamos nesse “universo paralelo blá-blá-blá”. Mas foi quando pegamos carona com golfinhos neo-zelandêzes que passavam por ali que conseguimos chegar no maravilhoso, esplendoroso, ímpar “Universo Paralelo do Top-less”. Parece até nome de filme. Mas o que importa é que estávamos lá, vendo toda aquela paisagem.

A gente tava escondido atrás de uma pedra, vendo tudo, até que de repente todas as mulheres vieram correndo em nossa direção, todas rindo, felizes, era minha hora! Eu e o Side fomos na direção delas de braços abertos. Pela nossas contas, cada um abraçava umas 5 de uma só vez e estávamos conversados. Tava tudo correndo bem, pelo menos até um carinha lá gritar:

- CORTA!!! Quem são esses idiotas no meu “set” de filmagem?!?!?!

É, foi um dia e tanto! Conhecemos a galera do filme, fizemos amizade com todo mundo. O diretor até mudou o nome do filme, que era “SOS Pipa: As Salva-vidas Sem Biquini” para “O Universo Paralelo do Top-less”. Inclusive, eu e o Side aparecemos em uma parte do filme. Se tiver interessado (a) em ver, basta ir na locadora mais próxima e procurar na seção “Ficção” ou “Comédia Romântica”.

Moral da história: Se as meninas (as duas “Inas”) tivessem ido com a gente pro “universo paralelo blá-blá-blá”, eu tinha tirado fotos na máquina delas e colocado aqui na coluna pra vocês verem! Vão ter que alugar o filme!

Nota: Foi mal galera!

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