Confete, serpentina, boneco do Bob Esponja… é, acho que não falta mais nada para o Carnaval. O “Causos de um Mochileiro” de hoje é especial: primeira coluna feita diretamente do Ceará! Agora nem posso dizer que estava sem fazer nada e me ligaram pra ir não sei aonde… é Carnaval! Planejei o ano todo para essa festa, que, pra mim, é a melhor de todas! E dessa vez, fui ao Presídio.
E por falar em todas, foram tantas histórias, tantos fatos, tantos causos, que não vou poder colocar tudo aqui, afinal de contas poderia comprometer muita gente, e como os Jornaleiros estão ficando famosos, podem rolar processos em cima de gente, essas coisas.
E por falar em gente, pense em um Carnaval lotado! Na verdade, eu não fiquei no Presídio. Eu estava hospedado em uma casa no Iguape, que por sinal era uma bela de uma casa. Muita comida, bebida e banheiro. Quem ficou em uma casa com 40 pessoas e 1 banheiro sabe do que estou falando.
E por falar em banheiro, ainda era sexta-feira, estava acabando de escovar os dentes para ir à “pracinha do Iguape”. Pô, vou confessar um negócio: pense em um lugar mais ou menos, mais pra menos. Mas quem se importa?! Era Carnaval! A ida valeu a pena quando eu vi um carinha lá, no alto de seus quarenta anos, bêbado, com um rifle na mão. Tinha um boneco gigante, um pneu de caminhão, uma camisa do Br’oz e uma maçã. Mas o cara queria acertar um palito de fósforos. Fala sério!
E por falar em acertar, não é que o cara acertou! Tá certo que eu quase dormi durante as horas que ele ficou mirando, mas ele acertou. E acertou de novo! Uma vez é sorte, duas vezes já tenho que admitir que o cara é profissional. Quando ele ia completar a trilogia dos palitos, os amigos vieram pegá-lo pra voltar pra casa. É uma pena, ele tinha apostado a conta do barzinho nesse tiro e, sinceramente, ele ia acertar!
E por falar em acertar, eu e meus amigos quase mochileiros que estavam indo comigo ao Presídio não acertamos a hora de ir do Iguape pra lá. Pegamos a Barra do Iguape cheia. A Barra é uma lagoa que tem lá que se encontra com o mar. Mas, é Carnaval! Fomos por um caminho mais raso, ou menos cheio. Mas chegou um ponto que o jeito foi nadar. Gustavo Borges perdia feio pros nadadores que estavam por lá, afinal de contas, Carnaval é melhor do que medalha olímpica! Acho que estou exagerando, ou não?
E por falar em exagerar, cara, que lagoa exageradamente suja! Saí de lá todo me coçando, cheio de alergia. Corri pro Hotel Don’Ana (olha o merchandising aí gente, isso é que é coluna celebridade) pra tomar um banho. Mas como assim? Tomar banho pra ir ao “mela-mela”? É que sou um cara asseado. O que importa é que o “mela-mela” foi show!
E por falar em show, o Bloco lá do Presídio deu um show… de desorganização! Aquele esquema de corda separando, a galera com a camisa do Bloco e a galera sem é muito ruim! É Carnaval, cadê a democracia? A galera só queria se divertir. Pô, e o que eram aqueles seguranças empurrando todo mundo? A rua é pública, ô seus manés! Olha o lance que eu vi: tinham três carinhas encostados em um carro: um fraquinho, outro magrinho e outro um forte e nervoso:
- Desencosta do carro – o segurança, logo após empurrar, falou pro carinha (o forte e nervoso).
- Esse carro é meu, ô seu ‘pííííí’!
- Mas desencosta que a corda vai fechar aqui – o mané mandou o carinha desencostar do carro, pois a corda ia passar por lá, arranhando o carro, como fez com todos os outros.
- Quero ver é tu vir sozinho! Tu fala assim porque tá cheio de segurança aí contigo!!!
- …
E por falar em segurança, ele, com medo, foi pra dentro do bloco, beeem longe! Fora esses problemas, teve muita coisa legal. Rolaram altas RAVES por lá. Acho que minha próxima aventura vai ser em uma festa dessas. Vou ter muita história pra contar. Mas deixa pra depois, ainda estamos no Carnaval!!! Bem, rolou de tudo um pouco: briga por causa de ex-namoradas e namorados, namoros terminando, namoros começando, gente se dando bem, gente se dando mal, só não falo nos alcoólatras, “chamadas de hugos”, porque isso já está subentendido.
E por falar em alcoólatra, cara, no último dia eu decidi ficar até de manhã, pra poder voltar a pé pro Iguape. Lá pelas 5h, quando a polícia já tinha até passado lá pra ver se alguém tava dormindo no quintal de outro alguém, essas coisas de Carnaval, tinha um carinha, cabeludo, com um cinto com um cantil e uma garrafinha, dormindo na calçada. Cena típica de um Carnaval! Esse aproveitou hein?! Só achei estranho os amigos dele colocando lixo do lado dele, sacanagem!
E por falar em lixo, ainda atravessei a Barra do Iguape de novo. Mas tudo bem, Carnaval foi muito bom. Apesar das ruas todas escuras, e de terem arrancado o braço do meu boneco do Bob Esponja, foi maneiro. Agora deixa eu ir que vou ver Big Brother, sou apaixonado por uma tal Marcela de lá…
Moral da História: E por falar em apaixonado… gostou da coluna? Fui eu que fiz!