“OLHA A BRINCADEIRA DA TOMADA…” Desculpem a nossa falha…
Queridos leitores foliões, como foram de Carnaval? … Bem, se vocês estão lendo esta Esmola Musical, isso prova que todos voltaram vivos, não morreram nas estradas e muito menos estão tomando glicose no HGF.
Para uns o Carnaval é apenas mais um feriadão, “hiper-prolongado”, e que só serve para o povo esquecer que passa fome e que é miserável. Eu não esqueci disso não. Isso pode até ser, de certa forma, uma verdade. Agora, apesar de todas as opiniões, uma coisa é certa e isso ninguém pode negar: “Carnaval é Cultura”. “OLHA A BRINCADEIRA DA TOMADA…CHEGA PRA CÁ NA BRINCADEIRA DA TOMADA…” Desculpem novamente, é que essa música é uma praga!!
Continuando… estou hoje, nesse “glorioso espaço dos JORNALEIROS”, para comentar sobre algo que pode causar doenças caso seja utilizado em doses erradas, ou caso o usuário seja alérgico. Estou falando da Trilha Sonora do Carnaval.
Nesse aspecto, o estado do Ceará deveria ser alvo de estudos sociológicos. Por exemplo, em Guaramiranga e Aratuba rolou o já tradicional Festival de Jazz & Blues. Com uma programação recheada de boas bandas, atrações nacionais e internacionais. O violonista Heraldo Monte (PE), o acordeon de Renato Borgethi (RS) e Sérgio Duarte (SP) estiveram presentes. A atração internacional do Wihout Words (CAN) roubou a cena. Um trio de mulheres que, como o próprio nome já diz, faz música instrumental e ‘sem palavras’ abalou as estruturas dos ouvintes com belos arranjos e improvisos sensíveis. Outro destaque foi a presença do pianista e arranjador Gilson Peranzzetta (SP), que já tocou e gravou com meio mundo da MPB.
Enquanto isso acontecia por lá, no litoral cearense de Morro Branco, Presídio, Iguape e Caponga a coisa era diferente. O território era dominado por um mela-mela descomunal. Tanta gente precisando de comida e o povo tacando farinha, ovo, água… já dava pra preparar um bolo. Como se isso não bastasse, a música ambiente era o mais alto possível, onde as bandas de axé e pagode se degladiavam com o funk dos paredões de som dos marmanjos, que tentavam incessantemente conquistar as “tchutchucas”.
“E PLUGA A MÃO DIREITA, PLUGA A MÃO ESQUERDA” … Bom, já deu pra adivinhar qual foi a música que mais impregnou no Carnaval, não é?
Bons tempos em que o povo cantava os Sambas-Enredo das escolas do Rio de Janeiro, pelo menos a música era boa. Nesse ano de 2004, os sambas foram muito criativos melodicamente, fato que, na minha humilde opinião, não vinha acontecendo desde 2000. Algumas escolas preferiram utilizar sambas antigos e tradicionais. A Império Serrano fez isso, levantou a avenida, mas na originalidade nota Zero. Quem se deu bem foi a Beija-Flor, um samba lindo falando sobre as águas…Em São Paulo a campeã foi a Mocidade Alegre.
Eu fiquei por aqui mesmo, vagando, mendigando, mas feliz… fui até a Av. Domingos Olímpio. Cheguei na hora em que os Maracatus estavam desfilando. É tão lindo… Tem gente que nem dá valor, mas os Maracatus do Ceará são tradicionais, preservam nossa cultura e folclore. Só por isso devemos tirar o chapéu.
O importante no Carnaval é usar esses dias de ócio pra fazer o que der na telha, ouvir jazz, funk, axé, maracatu, samba e muita alegria. Agora, previna-se sempre, porque dependendo do seu gosto musical deve-se usar camisinha e fones de ouvido. “ENCAIXA, ENCAIXA, ENCAIXA, ENCAIXA, ENCAIXA, ENCAIXA, REMEXE E AGACHA”
Entendeu??
Hey!! Quem pegou meus fones de ouvido??