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O Exterminador do Futuro: A Salvação

Amigos eu tenho de ruma. E esses dias um deles, o Carlos, falou pra mim d´O Anticristo, livro do Nietzsche que ele tava lendo. Sua menção ao livro se deu quando me pegou criticando a atitude do Christian Bale de humilhar, aos gritos, um Diretor de Fotografia que atrapalhou a gravação de uma cena do novo O Exterminador do Futuro: A Salvação (Terminator Salvation, 2009), do qual participa.

O Carlos, em defesa do Christian Bale, falou que o Nietzsche discute a compaixão como uma fraqueza, que privilegia, entre outras coisas, o erro. Então o que devemos fazer com o McG, hein?

Calma, na verdade tô só provocando uma infinidade de gente que adora rotular as pessoas. Putz, sei que o carinha (pra quem não sabe, diretor do filme) tá longe de ser um gênio da Sétima Arte. E sei também que ele dirigiu As Panteras. Mas quer saber, que se dane, eu gostei sim do novo Terminator. Ah, cara, legal! Ele toca um projeto que expande a franquia, apresentando novos personagens num enredo que não envergonha a série. Vale lembrar pros que queriam profundidade, que os outros são competentíssimos filmes de ação, com elementos de ficção. E esse cumpre com grande competência seu papel como filme do gênero.

A verdade é que se você encarar o filme como um reinício, tirando o peso do nome Terminator 4 e a responsabilidade de mais uma grande inovação em efeitos visuais, pode encontrar aqui uma ótima diversão. Uma que ainda te traz de aperitivo várias referências aos dois primeiros filmes.

 Ah, os roteiristas também são os mesmo que escreveram o Terminator 3, que foi bem ruinzim. Pô, mas vamo dar uma segunda chance pros caras também. Só tem uma coisa, se pisarem demais na bola a gente esculacha.

Lanterninha.

´Star Trek´

Desde que anunciaram um prelúdio no cinema para a série Star Trek, um amigo meu, o Abidel, enche meu saco preu assistir a série clássica. Confesso que no universo dos combates estelares, sempre fui mais fã do Star Wars. Bom, o que eu falei presse meu amigo foi o seguinte: deixa eu ver o prelúdio, se for bom eu assisto os outros.

Acontece que finalmente estreou no cinema o novo Star Trek, do badaladíssimo criador de Lost, J.J. Abrams. E a verdade é uma só: o filme é da porra! Muito divertido (imagino que ainda mais pra galera que já curte), com um roteiro bem inteligente que deixa o futuro da série totalmente em aberto, sem precisar estar engessado aos clássicos.

Olha, vale o ingresso sim. Eu fiz questão de pagar pra ver fora do expediente de trabalho. E pra mim valeu o ingresso e ainda o acesso a um universo completamente novo de muitos episódios de TV e filmes pra curtir.

Lanterninha.

´X-Men Origins: Wolverine´

Depois do novo Batman, O Cavaleiro das Trevas, em que o Christopher Nolan elevou o nível dos filmes baseados em quadrinhos, todos os novos lançamentos são cercados de muita expectativa. E se liga que a “fanzada” agora tá bem mais exigente.

Diante desse cenário, chega aos cinemas o mais novo filme de heróis: X-Men Origens: Wolverine. Cara, assim, é uma verdade que se você for comparar com o Batman, ou mesmo o Homem de Ferro, vai sair bem frustrado. Agora, se tu tá querendo diversão despretensiosa, não escuta muito esses criticozinhos chatos e vá lá.

Sei que é uma merda quando pegam personagens que a gente gosta e não dão a eles um roteiro digno de seus potenciais, mas ó, se tu não te estressar muito com isso temos aqui uma boa diversão. Pra te empolgar um pouco, saiba que o Hugh Jackman continua muito bom no papel, o ator Liev Schreiber faz um ótimo Dente de Sabre (não aquela porqueira do primeiro X-Men) e ainda tem a lindinha Lynn Collins fazendo a mulherzinha do Wolverine. Inclusive depois você pode achar tudo no filme esquecível, menos a moça. Vladimir, ela lembra até um pouco a tua mulher. Brincadeira, má! :p

Lanterninha.

´Presságio´

Passadinha rápida! Essa é só pra dar uma dica de cinema. O filme é Presságio (Knowing, 2009), o mais novo do Nicolas Cage nas telas. Calma, sei que ele não vem fazendo muita coisa boa ultimamente, mas pra quem pensava que o cara tava virando ator de segunda, taí uma ótima surpresa.

Com direção de Alex Proyas, que depois de surgir como promessa parecia ter sumido, o filme conta a história do astrofísico John Koestler (Cage), que é apresentado como uma pessoa distante, que vê sua vida mudar completamente a partir do momento em que descobre em uma folha cheia de números datas de catástrofes que aconteceram e algumas ainda por acontecer.

Não vou contar mais nada. E olha que ainda tem muito o que contar, mas se eu falar posso estragar algumas surpresas. Bom, então vá lá! Fica aí minha dica de um bom filme de ficção que envolve ciência e religião.

Ah, minha tia Lucinda pediu preu mandar um beijo pra ela. Beijo tia!

Lanterninha.

´E Viva a Música!´

Desculpa meu amigo Mendigo, mas hoje quem vai falar de música sou eu: o Lanterninha. Tenho até uma desculpa pra isso. É que o cantor Marcelo Camelo fez show ontem no antigo cine São Luiz. Putz, bons tempos em que eu trabalhava ali. O lugar continua lindo! Palco perfeito para uma exibição cinematográfica.

Cara, e pra aumentar a curtição, ainda assisti tudo das primeiras cadeiras. Ó, impagável! Acompanhar bem de pertinho toda a banda construir nota a nota aquele som foi incrível. Sim, por que mesmo o mais avesso à melancolia do Camelo, não tem como negar que sua banda é extraordinária.

Começa o show e o incômodo de assisti-lo sentado logo vai sendo substituído pela satisfação de estar vendo uma espécie de superprodução ali, bem na minha frente. O cara é bom, vai! Eis então que, depois de algumas músicas, ele chama ao palco sua namorada Mallu Magalhães. Ela senta na sua cadeirinha, meio tímida, e ele continua conduzindo o “filme”. Os dois cantam algumas músicas e aos poucos ela vai se soltando, com direito a olhares apaixonados e até selinho roubado pelo marmanjo. Pros que têm preconceito do casal, vale dizer que vi de camarote o que une ambos: a música. E pela paixão que demonstram ter por essa “respeitável senhora”, encontraram uma bela afinidade. Que seja infinito enquanto dure!

Bom, após a moça deixar o palco, Camelo & Banda seguem com um show que empolga o antigo cinema. Com exceção de um mala atrás de mim que não parava de gritar “Toca Motorhead! Ace of Space!”. Ah, se eu tivesse com a minha lanterna! Era na cabeça dele! Mas resumindo: “filmão”. Daqueles que a gente aguarda ansioso por uma continuação igualmente empolgante.

Lanterninha.

“Watchmen”

Lanterninha de volta!! Tá bom! Tá bom! Sei que ando meio sumido, mas é que sou um desses escritores da velha guarda, que precisam de inspiração pra escrever. Nem que seja pra sentar o pau em determinado filme.

Bom, entrou em cartaz neste fim de semana o Watchmen (2009). Pra quem não faz ideia do que diabo seja isso, o filme é uma adaptação da mais celebrada história em quadrinhos de todos os tempos, escrita por um carinha chamado Alan Moore. Por sinal, inimigo confesso de Hollywood e de todas as adaptações de suas obras.

O filme se passa em uma realidade alternativa onde pessoas comuns vestem-se de heróis para lutarem contra o crime, em um mundo vivendo o auge da Guerra Fria e tendo Nixon ainda como presidente americano. Passado o tempo, esses heróis são proibidos de atuarem e então viram figuras reclusas na sociedade. Até que uma onda de assassinatos desses ex-mascarados os traz de volta.

Na verdade, o filme é bem mais do que isso e traz também em suas 2 horas e 36 minutos questionamentos diversos, abordando temas políticos, sociais, morais e até filosóficos. Achei até ousados os criadores, que levaram ao cinema uma adaptação sem fazer suas tão conhecidas concessões em nome das bilheterias. Apesar disso, acredito que o filme vai colocar gente nas salas sim. E tomara que coloque mesmo! Pô, deixa de querer ver só filminho-pipoca e assiste de vez em quando algo que te desafie um pouco.

Lanterninha.

“O Curioso Caso de Benjamin Gump”

Brad Pitt e Cate Blanchett no elenco, David Fincher na direção (pra quem não sabe, ele é só o diretor do Clube da Luta) e uma premissa fantástica, de um homem que nasce velho, rejuvenescendo ao longo da vida. Putz, esse é pra ser um filmão, né não? Bom, O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, 2008) até é um grande filme, mas sua genial ideia se perde em um roteiro que possui vários traços de um outro grande filme: Forrest Gump. Só pra apontar alguns, ambos os protagonistas são figuras excêntricas, com mães fortes, histórias que passam por décadas, contadas em off, além de viverem amores quase impossíveis e terem medo de gerar filhos com suas deficiências. Se você não achou suficientes essas “coincidências”, vou dizer só mais uma: o roteirista, Eric Roth, é o mesmo dos dois filmes. Não preciso dizer mais nada, hein? Enfim, mas apesar da falta de originalidade em cima de uma ideia superoriginal, adaptada livremente de um conto do escritor F. Scott Fitzgerald, vale dar uma assistida.

Lanterninha.

“Sete Vidas”

Cês devem lembrar do filme À Procura da Felicidade, né? Aquele em que o Will Smith faz um pai de família determinado a superar todas as adversidades para conseguir um emprego e dar uma vida digna ao filho. Bom, tentando reeditar a mesma fórmula de sucesso que lhe rendeu inclusive uma indicação ao Oscar de melhor ator, em seu novo filme, Sete Vidas (Seven Pounds, 2008), ele aposta em mais um dramão feito para arrancar lágrimas. Até o diretor, o italiano Gabriele Muccino, é o mesmo.

Certo, só que a verdade é que aqui a dupla não acerta tão em cheio no gênero. Enquanto no primeiro eles criam uma história cheia de verossimilhança, em que muitos de nós nos identificamos por ver um homem real enfrentando dificuldades reais, em Sete Vidas Will Smith brinca de Deus, fazendo um personagem que escolhe sete pessoas com dificuldades para ajudar. Tá certo que o cara é muito bom. E ainda divide cena com a inspirada Rosario Dawson. Juntos eles conseguem sim fazer o choro rolar. Agora, para mim o anterior consegue ser bem mais comovente, ao contrário deste, que soa um pouco artificial.

Ó, mas vai ao cinema sim. De repente, sou eu que tô ficando insensível. Será?! Rapá, a trilha sonora de fungados era tão grande nas sessões em que estive que nas próximas vou dar uma força levando algumas caixinhas de lenço.

Lanterninha.

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